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Autismo: A importância de profissionais habilitados

08/10/2012 - AUTISMO
Fala-se muito em autismo ultimamente. Não que esta síndrome tenha sido diagnosticada recentemente, mas porque aumentou a chance de um diagnóstico precoce, possibilitando intervenções ainda na primeira infância. Muitos daqueles parentes e conhecidos que eram tratados como doentes mentais, agora têm a oportunidade de serem encaminhados para atendimentos especializados. Isto, sem dúvida, proporciona-lhes a expectativa de melhores prognósticos.

O caminho para se chegar ao consultório psiquiátrico é árduo. Requer, antes de tudo, um fortalecimento da família para que, juntos, possam adentrar neste universo desconhecido, com todos expressando suas expectativas, necessidades, angústias, medos e dúvidas. Como a regularidade é algo intrínseco ao modo de ser da maior parte das pessoas, o inesperado assusta, sendo mais fácil a segregação do diferente do que o entendimento das origens da sua condição. 

Diagnosticar o autismo e encaminhar a criança para profissionais habilitados é somente o começo desta longa jornada. Ao iniciar o convívio com a realidade de “ser especial”, há a necessidade imperiosa de saber conviver com preconceitos que partem, primeiramente, da própria família. E as dificuldades com higiene, alimentação e outros hábitos da vida cotidiana se estendem, muitas vezes, até a vida adulta, pois a capacidade para a independência é uma conquista que alguns não alcançarão. 

Para trazer estas pessoas para uma condição saudável de existência, é necessária uma vasta oferta de serviços que conjuguem, no mínimo, o atendimento psiquiátrico, psicológico, pedagógico e neurológico. E reconheçam que não só o autista, mas também as famílias precisam ser encaradas como sujeito no autismo.

Nesse aspecto, há muito que mudar na realidade brasileira. Temos deficiências de elementos essenciais para a sobrevivência, o que é sabido por todos. Mas o que fazer com os autistas? Como proporcionar condições de vida minimamente digna? Não existe uma receita pronta, até porque a vida não pode e não deve estar referendada em um modelo único. Mas é certo que o atendimento deve estar pautado na constatação de que as necessidades dos indivíduos são particulares. 

Isto significa conhecer o autista, pois existe uma grande variedade de manifestações desta síndrome e alguns profissionais chegam mesmo a mencionar a ocorrência de vários tipos de autismo. Também precisamos implementar políticas públicas que contemplem os recursos terapêuticos.

É preciso ter a coragem de reconhecer que nem tudo pode ser administrado dentro da família. As formas de comportamentos inadequados que os autistas podem apresentar variam desde uma manifestação de carinho com uma pessoa desconhecida até rompantes de grandes crises de auto e hetero-agressividade. Como é possível lidar com essas situações no dia-a-dia, 24 horas por dia? É muito desgastante. Algumas famílias profissionalizam-se no autismo e cumprem uma rotina diária de tratamentos. Mas nem todas conseguem.

Por isso a necessidade de encaminhamento a profissionais habilitados que orientem a família.

Fonte: Portal Terra | Wilma Motta (vice-presidente do Instituto Sérgio Motta)
Texto adaptado para divulgação no site do Instituto Indianópolis.

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