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Prêmio Prof. Marcos Tomanik Mercadante - Autismo

Veja na íntegra reportagem com a Dra. Andréa Laurato Sertié sobre Autismo

23/07/2012 - INSTITUCIONAL

Doenças relacionadas ao autismo ainda são um grande tabu no Brasil, até porque pouco se sabe sobre elas. Se depender de uma das pesquisadoras do IIEP (Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa), a bióloga Dra. Andréa Laurato Sertié, esta falta de informação pode diminuir.

Andréa recebeu recentemente, na categoria pesquisa científica, o prêmio Prof. Marcos Tomanik Mercadante, por seu estudo relacionado aos Trantornos do Espectro Autista. A premiação foi criada pela associação Autismo e Realidade, uma instituição de defesa dos interesses de pessoas com autismo no Brasil.

Na entrevista abaixo, a bióloga comenta alguns dos principais focos de sua pesquisa. Confira.

Como se dá o autismo, quais os seus principais sintomas e complicações?

Autismo é um termo geral usado para descrever um grupo de transtornos neuropsiquiátricas denominadas Transtornos do Espectro Autista, que se caracterizam por limitação ou ausência de comunicação verbal, alteração da capacidade de interação social e padrões de comportamento estereotipados e repetitivos. Embora as causas do autismo sejam em sua maioria desconhecidas, sabe-se que existe um forte componente genético atuando no desenvolvimento da doença.

Quais os dados demográficos da doença e os seus impactos na sociedade?

Estima-se que os transtornos do espectro autista atinjam cerca de 1 em cada 100-200 crianças. Por se tratar de uma doença que compromete a capacidade de interação social, o autismo tem impacto bastante significativo na vida de pais e familiares.

Pessoas com autismo entendem o que acontece ao seu redor?

A percepção que cada paciente tem do mundo vai depender do grau de seu comprometimento cognitivo. Se o paciente não apresentar um déficit cognitivo muito importante, tem a capacidade de entender o que acontece ao seu redor, embora com algumas restrições.

Como educar crianças autistas? É possível?

Sim, é possível educar pacientes com esses transtornos. Existem diversos programas de intervenção executados por especialistas que visam a ampliação e a aquisição de comportamentos inexistentes no repertório do paciente, a diminuição de comportamentos exacerbados ou mal-adaptativos, e a construção de um repertório comportamental que gere inclusão social para o paciente.

Que atividades ou gestos trazem prazer ou mais qualidade de vida para autistas?

Como cada paciente tem sua personalidade, as atividades que trazem prazer vão depender dos interesses, desejos e medos de cada paciente. A elaboração de atividades divertidas e apropriadas às necessidades de cada paciente certamente trarão prazer.

As pesquisas mais recentes sobre o assunto estão voltadas para que área de investigação?

No que diz respeito às pesquisas genéticas, recentemente os estudos têm investido em análises genômicas, ou seja, análises que permitam investigar todo ou grande parte do DNA dos pacientes de uma só vez. Eu colaboro com um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo, coordenado pela Profa. Maria Rita Passos Bueno, que tem utilizado diversas metodologias de última geração para a investigação das causas genéticas do autismo. É importante salientar que a pesquisa que desenvolvo no IIEP é em colaboração com esse grupo de pesquisa.

Já existem novas descobertas?

Sim. Os estudos têm evidenciado que diferentes mecanismos genéticos levam ao desenvolvimento do autismo. Assim, existem diversos genes que quando alterados podem levar ao autismo, e cada paciente pode apresentar uma combinação diferente de genes com alterações.

Que recado a senhora deixa para pais ou cuidadores de pessoas com autismo?

O êxito na educação e na vida do paciente vem à medida que se consegue conciliar suas necessidades com as necessidades de sua família.

Publicado em julho/2012

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