Videogame ajuda a trabalhar habilidades de quem tem autismo

De olho nisso, um pai criou um servidor de ‘Minecraft’ exclusivo para crianças e adultos com o transtorno

Muito é falado sobre como os videogames são uma ótima opção de lazer. Porém, poucas pessoas sabem que, que além de ser utilizados para diversão, alguns jogos podem ajudar a desenvolver aspectos comportamentais e cognitivos importantes, principalmente no que diz respeito ao combate à insegurança e ao estímulo à interação social. Já que, em um ambiente virtual, muitas vezes, quem é tímido acaba se sentindo mais confortável para falar com outras pessoas que compartilham a mesma paixão pelos games.

E os jogos também oferecem benefícios para portadores de síndromes ou deficiências. Tanto é que fora do Brasil um pai, para não privar o filho desses resultados positivos dos games, montou um servidor exclusivo e dedicado de Minecraft, para proporcionar um ambiente mais seguro para o garoto e para outras pessoas que sofriam preconceito dentro do jogo por terem autismo. Denominado de Autcraft, o servidor dispõe de um sistema de verificação para que apenas crianças e adultos autistas participem dessa comunidade virtual.

Com mais de 8,2 mil membros, o Autcraft, que foi criado em 2013, tem como regra não praticar bullying e não usar palavrões. Para manter esse serviço funcionando, a equipe conta com doações.

Lista de benefícios

O clínico geral e psicólogo Roberto Debski explica que o Transtorno de Espectro Autista (TEA) compromete bastante o desenvolvimento de uma criança, ao limitar as suas habilidades de interação social e comunicação. Fora isso, o pequeno pode ficar inseguro para participar de atividades em determinados locais.

Segundo o médico, jogar pelo Autcraft faz com que a pessoa administre melhor essas questões. Afinal, tende a se sentir melhor e mais acolhida pelos outros jogadores, já que todos se encontram em condição semelhante e livres de julgamentos.

Debski ainda destaca que games como Minecraft trabalham a capacidade de planejamento e as habilidades manuais.

O transtorno

Roberto Debski diz que o TEA, muitas vezes, leva a pessoa a ter um repertório restrito de interesses e atividades. Ele acrescenta que o autismo pode se manifestar em grau leve ou avançado, geralmente entre 2 e 3 anos de idade, sendo mais comum em homens.

O diagnóstico é realizado a partir da percepção e avaliação de diferenças no comportamento, nas habilidades e no desenvolvimento da criança. A partir disso, os pais devem procurar um pediatra para conversar sobre o quadro e, na maioria das vezes, acabam encaminhados para um neurologista.

Debski ressalta que atitudes que demonstram cuidado, acolhimento, amor e respeito são ainda mais significativas para a criança autista. Sem falar do acompanhamento médico, unido ao estímulo da comunicação e à prática de atividades físicas, para incrementar o desenvolvimento da pessoa.

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